Cabines para sexo na cadeia e convencimento público

Uma questão polêmica e de alto custo está em discussão na segurança pública do Maranhão no momento: o gasto previsto de 1 milhão e 700 mil reais pelo Governo do Maranhão para construir cabines para visitas íntimas em presídios no Estado. 

A questão vem suscitando reações diversas e as mais comuns dizem respeito à justificativa desse gasto para tal fim em meio a tanta necessidade de gasto público que se faz necessário a tantos setores da tão pobre sociedade maranhense. Agora mais do que nunca, em meio à atual pandemia de Covid-19 em que vivemos, pandemia essa que além de tirar mais de três mil vidas no estado, tirou  o emprego de milhares de maranhenses.

A situação criou o ambiente ideal para as mais discussões de ordem econômicas, administrativas e morais. De ordem econômica, há quem pergunte o porquê de não aplicar esse dinheiro em tantas áreas carentes, visto que os casos de pobreza se agravaram com essa pandemia no Estado; administrativas, dizem respeito a situações de carência na própria estrutura de segurança pública a exemplo do estado de precariedade da infraestrutura das delegacias do interior, incluindo nesse contexto a situação de sucateamento das viaturas para realizar operações por policiais; no aspecto moral, sempre se questiona o atendimento a presos quando esse atendimento inclui o que muita gente considera privilégios, mesmo que seja dentro do restrito direito do aprisionado. 

Entre declarações de rejeição feitas, movidas por protestos, comparação com cidadãos necessitados que vivem dentro da lei ou declarações movidas por puro moralismo, o Governo do Maranhão tem o desafio de justificar a medida, mesmo que tal recurso seja previsto em lei. Além da transparência, o poder público precisa lidar com o convencimento das suas ações para a sociedade.

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