Empatia : Lázaro Batista aguça reflexão sobre a violência entre jovens negros

O Atlas de violência 2017, lançado pelo IPEA e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que homens jovens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas no país. Atualmente de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil 71 são negras. A mesma pesquisa revela que o Estado do Maranhão teve um aumento de mais de 145% entre mortes de jovens de 15 a 24 anos de 2005 para 2015, ostentando a vergonhosa quarta colocação entre os Estados da Federação onde essa taxa mais aumentou.

O aumento da violência no Brasil tem colocado em cheque a política de segurança pública e a população tem cobrado dos governos medidas enérgicas. Recentemente no Rio de Janeiro a intervenção militar surgiu como uma ação do governo para resolver os problemas de violência daquele Estado. No nosso entendimento, enfrentar a violência simplesmente usando a polícia é um equívoco, o que vem sendo duramente evidenciado na política intervencionista do Rio. Entretanto, o caos em que se encontra a segurança torna-se necessário medidas duras de combate ao crime, mas não podemos admitir abusos ou mesmo preconceitos em relação aos mais vulneráveis. A grande maioria das pessoas que residem na periferia, no Rio de Janeiro assim como aqui no Maranhão, são de trabalhadores, mães e pais de família que tiveram seus direitos mais básicos retirados.

As Nações Unidas, recentemente, lançou uma campanha “Vidas Negras”, onde atores e atrizes globais como: Tais Araújo, Elisa Lucinda e Erico Brás, entre outros, falam dos problemas relacionados a morte de jovens negros. A campanha é resultado de pesquisa realizada pela SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e do Senado Federal. Segundo essa pesquisa 56% da população Brasileira concorda com a afirmação: “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Ou seja, há uma naturalização, uma indiferença com a morte de negros na Sociedade Brasileira (www.nacoesunidada.org.br).

“Sou defensor dos direitos humanos. Cresci na periferia de São Luís, convivi com muitos jovens pobres como Eu à época, muitos deles negros como eu. Sobrevivi a violência e ao preconceito, mas muitos dos meus amigos não tiveram a mesma trajetória, morreram ou estão cumprindo pena na penitenciaria de pedrinhas. A história de minha vida é a história da vida de muitos jovens da periferia de São Luís ainda hoje – Lutar por direitos e por justiça é respeitar minha origem e sobretudo praticar minha fé cristã”, finalizou Lázaro.

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