Guardas Municipais de São José de Ribamar paralisam atividades e pedem afastamento do comandante Sérgio Miranda
A crise entre a Guarda Civil Municipal e a Prefeitura de São José de Ribamar ganhou força nesta terça-feira (19), após dezenas de agentes realizarem uma paralisação de advertência de 24 horas contra a gestão do prefeito Julinho. Ao todo, 66 guardas aderiram ao movimento, denunciando abandono da categoria, perdas salariais, falta de estrutura e perseguições internas. Durante o protesto, os servidores afirmaram que vivem “a pior gestão da história de São José de Ribamar” e cobraram respostas imediatas da administração municipal.
Entre as principais reclamações está a defasagem salarial enfrentada pelos agentes. Segundo a categoria, o salário base permanece em R$ 1.412, abaixo do atual salário mínimo nacional, além da perda financeira causada pelo aumento da jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais sem reajuste proporcional da Gratificação de Natureza Especial (GNE). Os guardas afirmam que a gratificação segue congelada em 20%, quando a reivindicação é que ela alcance o patamar de 200%, o que teria provocado perdas de aproximadamente R$ 800 a R$ 1 mil nos contracheques dos servidores.
Os manifestantes também denunciaram precariedade nas condições de trabalho. De acordo com a categoria, há quatro anos os agentes não recebem novo fardamento, além da falta de entrega do CAT e da ausência de cursos de capacitação e armamento para todos os integrantes da corporação. Outro ponto central do movimento foi o pedido de afastamento do atual comandante da Guarda Municipal, Sérgio Miranda, que está há mais de cinco anos à frente da instituição. Os guardas acusam o comandante de perseguição interna e responsabilizam sua gestão pela abertura de PADs e sindicâncias consideradas arbitrárias e questionadas pela categoria.
A mobilização ganhou apoio de professoras da rede municipal ligadas ao Sinproessema, que participaram de protestos na Câmara Municipal e seguiram em passeata até a sede da prefeitura. Além da saída de Sérgio Miranda, os guardas reivindicam progressões e promoções represadas, melhores condições de trabalho, cancelamento dos PADs considerados abusivos e o cumprimento da Lei Federal 13.022, com criação de Ouvidoria e Corregedoria independentes. Até o momento, a Prefeitura de São José de Ribamar não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias e reivindicações apresentadas pela categoria.