No Maranhão, profissionais da saúde não recebem 40% de insalubridade mas organizadores de fila sim

É notório a insatisfação geral dos profissionais da saúde no Maranhão, se não bastasse a luta diária contra o vírus e a falta de estrutura dada pelo governo do estado , agora os profissionais ficaram revoltados com o lançamento do edital que visa a contratação de organizadores de filas.

A contratação dos “Organizadores de Fila” serão feitos por profissionais Bombeiros Civis , e aqui não estamos questionando esses profissionais mas as atitudes do governo do estado. Os profissionais da área da saúde , linha de frente , não recebem os 40% pertinentes à insalubridade , mesmo passando por vários fatores de risco como elenca a RT.

E a quem cabe tal questionamento , nos últimos dias recebemos milhares de denúncias de todos os locais do estado em relação a falta de Epis, falta de apoio psicológico, tempo escasso para a alimentação, extinção dos dormitórios de descanso , entre várias outras denúncias, mas o que mais vem à tona é a questão salarial , não no que tange a aumento , mas em relação a ganhos existentes em lei que não são cumpridos pelo poder público, ainda mais vendo tanto recurso sendo repassado do governo federal e nunca se prioriza os profissionais apenas em estrutura física.

Em um dos acontecimentos desta semana , uma técnica de enfermagem desabafou “como fica nossas famílias ?”, o medo se dar justamente pelo fato de não haver o apoio tampouco o reconhecimento.

O blog Jamys Gualhardo tenta transcrever em palavras o clamor que vem da classe da saúde , e deixa aos órgãos competentes à fiscalização ou a possível solução. Somos sabedores que já existem alguns projetos em tramitação da Assembléia Legislativa do Estado em duas questões prioritárias, tanto os 40% de insalubridade quanto à luta antiga da redução da carga horária destes profissionais.

Não seria a hora de colocá-los em discussão?

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