Pré-candidato a deputado e ex-prefeito, Gil Cutrim, é flagrado no MP prestando esclarecimentos

O ex-prefeito Gil Cutrim, e sua esposa, Juliana Cutrim, foram flagrados na manhã da última sexta-feira (23) saindo da Sede das Promotorias do Ministério Público, em São José de Ribamar.

De acordo com o que apurou o blog, o casal foi prestar depoimentos à promotora Elizabeth Mendonça num inquérito que apura suposto enriquecimento ilícito dos dois.

O fio do novelo para o início das investigações teria sido o anúncio da venda de um “sítio em Ribamar” em nome de Juliana Cutrim, que estaria sendo vendido pela bagatela de R$ 5 milhões.

Chamado de sítio no anúncio (veja o vídeo abaixo), trata-se, na verdade, da residência oficial do ex-prefeito no município,  destruído por ele nos seis anos os quais “desadministrou” a cidade.
Só a chamada “casa da boneca” [que no vídeo é retratada como “Brinquedoteca”] é de causar inveja a qualquer mansão do Araçagy, por exemplo. Os salões de festas do “sítio” não perdem em nada para os do Palácio dos Leões. Piscinas, banheiras de hidromassagem e outros luxos mostram o glamour do imóvel à venda.

O Ministério Público quer saber como o ex-prefeito e sua esposa conseguiram construir em tão pouco tempo um sítio tão luxuoso e tão bem avaliado, isso sem falar de outro imóvel adquirido pelo casal no metro quadrado mais caro da Ilha (na Península), que, da mesma forma, está avaliado em mais de R$ 5 milhões.

Recentemente a promotora Elizabeth Mendonça ingressou na Justiça com uma ação contra o ex-prefeito e outros réus no valor de quase meio bilhão de reais. Trata-se das irregularidades na concessão dos serviços de água e esgotos dos municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar em favor da então Odebrecht Ambiental, hoje BRK Ambiental.

Curiosamente, o tempo de construção do “sítio” e do processo da compra do apartamento de luxo na Península coincidem com o período de instalação Odebrecht em São José de Ribamar. Aparentemente pode ser apenas mera coincidência, mas com o desenrolar desse novo inquérito é possível que a aparente coincidência caia por terra. Mas isso, só aguardando o senhor da razão: o próprio tempo.
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