Como assim produção? Empresa que gerenciará Saúde de SJR já responde há mais de 60 processos por suspeita de irregularidades

A Organização Social Unir Saúde, que é investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por suspeita de irregularidades em contratos com a Prefeitura do Rio, e acumula mais de 60 processos, encontrou em São José de Ribamar, uma forma de continuar com suas atividades.

Proibida pela justiça do RJ de contratar com a prefeitura carioca, a empresa assinou contrato com a prefeitura de São José de Ribamar, comandada pelo prefeito Luís Fernando Moura da Silva , para administrar o hospital municipal e a maternidade.

Pelo contrato, a organização social, que é presidida por Leonardo de Azevedo Assunção, receberá mais de R$ 20 milhões e terá a missão de superar o caos na saúde ribamarense instalado nos últimos meses, quando hospital e maternidade quase fecham as portas.(Maramais).

Das dez organizações sociais (OSs) que administravam 108 das 248 unidades de saúde da prefeitura do Rio no ano de 2016, oito são investigadas em procedimentos no Ministério Público (MP) estadual e em ações no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio por suspeitas de irregularidades. Há desde denúncia de não fornecerem condições adequadas aos pacientes, até casos de supostos desvios de recursos públicos. A maioria das investigações teve por base 16 auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Em alguns casos, os auditores constataram sobrepreços de até 508% na compra de medicamentos.

As auditorias do TCM foram feitas em nove OSs que tinham contrato com a prefeitura à época da inspeção. Apenas na Fiotec não foram detectados problemas. Mas foram apontadas objeções aos serviços nas demais: Instituto de Atenção Básica e Avançada de Saúde (Iabas), Viva Rio, Associação Paulista, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), Centro de Estudos e Pesquisas 28 (Cep 28), Gnosis, Unir e Cruz Vermelha.

Na maior parte, foram identificadas práticas semelhantes às que levaram a Justiça a decretar a prisão de oito pessoas ligadas à Biotech, na operação Ilha Fiscal, sob acusação de desvio de mais de R$ 48 milhões em contratos com a prefeitura. A Biotech, já descredenciada, administrava os hospitais Pedro II (Santa Cruz) e Ronaldo Gazolla (Acari).

Agora vejamos, se uma empresa que tem um histórico desses , será que realizará um serviço eficiente e eficaz ? E a população foi ouvida ? Até quando a sociedade ribamarense irá sofrer por atendimentos ?

Vamos acompanhar o caso e dar as informações necessárias à população…

 

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