Da Zona Rural ao Teclado: a música como transformação de vida
A música, muitas vezes vista apenas como entretenimento, pode se tornar um verdadeiro instrumento de transformação pessoal e social. É o que revela a trajetória de Carlos Alberto, conhecido como Betho Music, que encontrou na arte sonora não apenas um talento, mas um caminho de superação, propósito e contribuição para a comunidade.
A relação com a música começou ainda na infância, no interior, em meio a concursos escolares simples, onde a premiação se resumia a guloseimas. Mais do que os prêmios, o que marcava eram os momentos de alegria e reconhecimento. Essas experiências iniciais ajudaram a construir a percepção de que os dons pessoais possuem valor que vai além do material, sendo capazes de gerar impacto positivo na vida das pessoas.
Com o passar do tempo, a mudança para a zona urbana e as dificuldades financeiras acabaram afastando temporariamente esse vínculo com a música. A necessidade de trabalhar e a falta de estrutura contribuíram para esse distanciamento. No entanto, em um período de instabilidade pessoal, marcado por desemprego e incertezas, a música ressurgiu como refúgio e ponto de recomeço, consolidando-se como parte essencial de sua identidade a partir de 2014.
A jornada musical não foi linear. A tentativa inicial com a guitarra não trouxe identificação, mas foi no teclado que Carlos encontrou sua verdadeira vocação. De forma autodidata, com apoio de grupos da igreja e figuras importantes em sua trajetória, ele desenvolveu suas habilidades e passou a atuar em apresentações, eventos religiosos e também como professor, transmitindo conhecimento e incentivando novos talentos.
Hoje, além de músico, ele se posiciona como agente transformador, com a missão de inspirar jovens e adultos a seguirem o caminho da música, seja como profissão ou forma de expressão. Para ele, a musicalidade desempenha papel fundamental na formação social, especialmente entre adolescentes, afastando-os de caminhos negativos e promovendo desenvolvimento pessoal. Sua história reforça a ideia de que a música, mais do que arte, pode ser instrumento de dignidade, propósito e mudança de vida.